domingo, 17 de outubro de 2010

Negociação suspensa

As negociações de paz entre Israel e Palestina foram paralizadas pelos palestinos após a continuação das construções de colônias israelenses na Cisjordânia.
Os mediadores norte-americanos receberam um prazo da Liga Árabe de um mês para resolver essa situação das negociações, sobre a colonização. Esse prazo teve início no dia 9 de outubro.
Seria realizada uma reunião entre os representantes da Palestina, Egito e Israel, respectivamente Mahmud Abbas, Hosni Mubarak e Benjamin Netanyahu, no próximo dia 21 para estabelecer a formação de uma cúpula para União para o Mediterrâneo (UpM), que acontecerá  no fim de novembro. Essa reunião aconteceria em Paris, mas a mesma foi adiada.
Fontes:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/10/liga-arabe-da-um-mes-para-eua-salvar-negociacoes-israel-palestinos.html

Visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Líbano


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, iniciou a sua visita de dois dias ao Líbano em 13/10/2010 e foi muito bem recebido pela população simpatizantes do grupo Hezbollah, além de ser saudado no aeroporto pelo presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, e por uma delegação de políticos do Hezbollah. Tal visita é a primeira realizada por Mahmoud Ahmadinejad desde que assumiu a Presidência, em 2005, e pode entendida como um incentivo ao movimento xiita libanês do Hezbollah, e também apoio político ao grupo Hezbollah e uma provocação a Israel.
O presidente do Irã declarou que o seu país apóia o governo do Líbano e que está disposto a oferecer ajuda financeira para o Líbano contra Israel, e disse que o Irã, assim como o Líbano, se opõe "à agressão e aos crimes cometidos pelo regime sionista e por aqueles que o apóiam", referindo-se à Israel. Mahmoud Ahmadinejad ainda declarou que apóia o Líbano nas questões referentes “à libertação das terras ocupadas (por Israel) no Líbano e na Síria".
Devido à visita do Presidente do Irã, o governo do Líbano reforçou as tropas libanesas ao longo da fronteira do Líbano com Israel com receio de que a visita do presidente iraniano aumentasse a tensão na fronteira. Durante a visita, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que "sionistas são mortais”, ao elogiar a resistência do Líbano contra Israel. "O mundo deveria saber que os sionistas são mortais... hoje a nação libanesa está viva e é um modelo para os países da região", disse Mahmoud Ahmadinejad.  

Em resposta as declarações contra Israel, Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, afirmou "É um acontecimento muito preocupante ele transformar o Líbano em uma plataforma para seus planos agressivos contra Israel e contra outros países na região".

Para saber mais sobre a visita do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Líbano e sobre a posição do Líbano no conflito entre Israel e Irã acesse:

Fontes:
Sarah Vasconcelos

Ameaça à imprensa

As publicações que divulgarem declarações e fotos de líderes da oposição poderão ser censuradas no Irã.  O Ministério da Cultura supervisiona as atividades da mídia local e estrangeira do país e, desde as eleições presidenciais de 2009, já fechou quase todas as publicações que defendem  reforma política e bloqueou sites na internet.  Segundo a REUTERS, dezenas de ativistas foram presos e condenados por publicar notícias contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad, levantando acusações de fraude nas eleições do ano passado.

O governo iraniano também se pronunciou sobre a proposta da União Européia de retomar as negociações sobre o programa nuclear de Teerã em novembro. O chanceler iraniano, Manushehr Mottaki, disse que esta é uma boa notícia e que este é um bom período para restabelecer o diálogo com o grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha). Os contatos entre o Irã e as seis principais potências mundiais estão congelados desde outubro do ano passado, o que levou à aprovação de novas sanções internacionais do Conselho de Segurança da ONU.

Ana Carolina Bomfim

Síria e Israel, negociáveis ou fascistas?

As negociações entre Síria e Israel, que buscavam a paz propondo uma aliança de combate aos 'inimigos', foi recentemente suspensa. Com isso, os dois países voltam a se atacarem e buscar reconhecimento no campo verbal.


Em seu  encontro com o líder turco, o presidente sírio Bashar al Assad, acusou os israelenses de fascistas, por exigirem que não-judeus que buscassem entrar no país jurassem lealdade ao Estado 'judeu e democrático', e exigia o reconhecimento da Síria como 'Estado judeu'.

Observamos que a Síria, aliada ao Irã e ao Hezbollah, é vista como uma inimiga em potencial, depois vários países, próximos e distantes, buscam uma conciliação com o país para aproximá-lo de seus interesses, tudo isso no macro contexto, e no micro, problemas culturais e de reconhecimento que se projetam para o campo internacional. De inimigo a possível aliado a problemático vizinho. Aliados são necessários, mas quais serão aqueles que não querem valer-se da confiança é que são os mais difíceis de se encontrar, no meio internacional é necessário que se analize os atores a partir de seus interesses levando em conta suas ações, pois nem sempre a análise a partir da ação demonstra a real intenção de quem a pratica.

 Carolina Moro

saiba mais:







Guerra do Iraque: Divulgação de Informações

O Exército dos EUA divulgou nesta quinta-feira, 14, seu mais amplo relatório sobre a guerra do Iraque, segundo o qual cerca de 77 mil iraquianos civis e integrantes das forças de segurança morreram no período entre o início de 2004 e meados de 2008.


Os números de mortos e feridos no Iraque são alvo de controvérsia por causa das questões políticas envolvidas no conflito e da oposição de muitos países e de uma grande parcela da população norte-americana. Críticos de cada lado acusam-se mutuamente de manipular o número de vítimas para influenciar a opinião pública.


Morgue workers in the town of Baquba, 60 kilometers northeast of Baghdad, bury 50 unidentified bodies not claimed during the last two months at a mass grave on the outkirts of town August 28, 2008. (STR/AFP/Getty Images)

Os dados e informações sensíveis que eram sigilosas estão por ser divulgados. O site Wikileaks estaria prestes a divulgar cerca de 400 mil documentos confidenciais sobre a guerra do Iraque, segundo informações difundidas pela imprensa. A revista Newsweek anunciou em setembro "o maior vazamento de material de inteligência".

Por isso, o Pentágono mobilizou 120 pessoas para examinar o impacto da próxima divulgação pelo site, segundo anúncio nesta sexta-feira de um porta-voz do Departamento de Defesa.




Priscyla Barcelos.

domingo, 10 de outubro de 2010

Grupo Hezbollah e suas interferências no panorama do Oriente Médio


Ainda com relação à investigação do assassinato do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), requisitou, no dia 06/10/2010, ao Líbano e à Síria que não interviessem no processo de investigação realizado pelo Tribunal Especial para o Líbano. O motivo de tal pedido tem como foco central o grupo Hezbollah e sua aliada Síria, visto que ambos possuem interesse em dificultar a investigação.
O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem, relatou que possui interesse, juntamente com a Arábia Saudita, em estabilizar a situação do Líbano, que desde o assasinato de Rafic Hariri se encontra em estado de instabilidade. Entretanto, a Síria apóia abertamente o grupo Hezbollah, enquanto a Arábia Saudita é considerada uma importante aliada do Líbano.
Desde 2008 o secretário-geral do grupo Hezbollah, Hassan Nasrallah, não realizava uma aparição em público devido ao ataque israelense à sua residência no ano de 2006, na qual a mesma ficou destruída. Entretanto, o medo de um possível ataque foi esquecido durante um breve tempo, no dia 09/10/2010, quando Hassan Nasrallah apareceu plantando a árvore “um milhão” em frente à sua antiga casa, em Beirute, na companhia do ministro de Agricultura libanês, Hussein al-Hajj Hassan, também membro do grupo Hezbollah. O motivo da aparição foi a divulgação da campanha "Jihad para a Construção", que tem como objetivo plantar um milhão de árvores no decorrer de um ano.
"Quisemos plantar esta árvore neste lugar preciso, em frente à minha casa, destruída durante a guerra de 2006 (entre Israel e o Hezbollah), para motivar os cidadãos libaneses a plantarem uma árvore diante da sua e cuidarem dela", disse Nasrallah.
Fontes:

Sarah Vasconcelos

O Sagrado Corão

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, enviou uma carta ao papa Bento XVI nesta semana. O líder iraniano agradeceu ao pontífice pela defesa do Alcorão durante a polêmica gerada por um reverendo dos EUA que queria queimar exemplares do livro sagrado dos mulçumanos.
 Ahmadinejad ainda pediu cooperação entre as religiões, o que, segundo ele, pode combater a degradação da sociedade, principalmente da juventude e da família, o laicismo, movimentos islamofóbicos e a influência dos materialistas. O documento foi entregue ao papa pelo vice-presidente do Irã, Mohamad Reza Mirtajodini.   

Ana Carolina Bomfim